terça-feira, 9 de julho de 2013

AZZA MANDA DOIS  FUNCIONÁRIOS, OBRA NÃO ANDA E COMERCIANTES SE SENTEM PREJUDICADOS

Por André Luís Tramontina

Nos bastidores de uma reportagem do Jornal A Novidade para a próxima edição de sexta-feira, o jornalista André Tramontina esteve no trecho em obras da Avenida Governador Celso Ramos que estava fechada há 50 dias para o tráfego de veículos, entre o semáforo e a Ponte do Rio Perequezinho. Ao ser reaberta nos últimos dias, começou o transtorno com a poeira, pois a Empresa Azza havia abandonado a obra, desde de quinta-feira (dia 4), sem pavimentá-la como estava previsto no contrato. Hoje, pela manhã, mesmo com chuva, dois funcionários apareceram para fazer canteiros para drenagem pluvial, mas não sabiam sequer se o trabalho estava sendo executado corretamente, pois o topógrafo não se encontrava no local para fazer o alinhamento. Os mesmos comentaram que o alinhamento poderia ser realizado novamente, bem como parte da obra, por causa dos erros cometidos. Pelo menos, a garoa da manhã trouxe um certo alívio para o comércio que pode abrir as portas, visto que, na segunda-feira, alguns estabelecimentos mantiveram as portas fechadas para não estragar os produtos. 
Mas a maior tristeza foi acompanhar muitos comerciantes que estão desolados com os prejuízos. Certamente, alguns não abrirão mais as portas, porque ficaram 50 dias sem vender praticamente nada. Alguns deverão entrar com ações judiciais para solicitar ressarcimento dos prejuízos. Mesmo assim, o tempo perdido não volta mais. Muitos clientes deixarão de comprar lá.
Uma outra reclamação feita pelos comerciantes, à reportagem do jornal, foi que a Prefeitura de Porto Belo não deu um aviso sobre o fechamento da Avenida, o que gerou um prejuízo ainda maior. Se tivesse dado o aviso, as empresas evitariam de comprar produtos em estoque que hoje estão encalhados, além de não contrair dívidas com os fornecedores. Uma empresa com 12 funcionários está ameaçada de falência. Esta mesma empresa gera lucros de impostos ao poder público de mais de R$ 240 mil por ano.
Se hoje Porto Belo tem pouca arrecadação e escassez de empregos, o que acontecerá se algumas empresas da Avenida Governador Celso Ramos fecharem as portas por incompetência da Prefeitura e da Empresa Azza, de Brusque? Algumas respostas tentaremos dar na matéria de sexta-feira, enquanto outras só o tempo dirá.