Reajuste de combustível pode coincidir com corte de tarifa de energia
SÃO PAULO - A defasagem no preço dos combustíveis, um dos motivos dodesempenho mais fraco da Petrobras no terceiro trimestre, poderá ser amenizada apenas no início do ano que vem. A avaliação é de Erick Scott, analista de investimentos da corretora SLW, que acredita que um novo reajuste no valor do diesel e da gasolina deve coincidir com a redução das tarifas de energia elétrica, em vigor a partir de janeiro.
“O governo está tirando de um lado para por do outro, para que a inflação tenha um efeito mais neutro para o consumidor”, explica Scott.
Para ele, um aumento no fim de dezembro ou começo de janeiro seria mais “prudente” e estaria mais em linha com o discurso anti-inflacionário do governo.
O analista da SLW engrossa o coro de outros profissionais do mercado e diz que, além de enfrentar a defasagem de preço dos combustíveis, a Petrobras também vai ter que concretizar suas metas de produção.
Em setembro, a estatal produziu 1,844 milhão de barris de óleo equivalente e teve o pior desempenho em um mês desde 2008. A redução de 3% em relação à média do trimestre anterior refletiu no aumento dos custos de extração e refino.
“À medida que a companhia aumente a produção e consiga diminuir a defasagem de preço entre os mercados a tendência é de redução de custos e aumento de margem”, diz Erick Scott que espera ver custos menores nos próximos trimestres. “Pelo terceiro ano seguido a companhia não vem atingindo meta de produção, então uma companhia que investe o que ela investe tem que conseguir aumentar a produção, pra entregar valor ao acionista minoritário”, conclui.
