Parlamentares de Santa Catarina pautam propostas inusitadas na Câmara dos Deputados
Ideias como proibir tatuagem nos olhos ou incluir o vinho na cesta básica geram polêmica entre internautas e eleitores
Incluir vinho na cesta básica e proibir tatuagem nos olhos estão entre os projetos inusitados sugeridos pelos parlamentares catarinenses em tramitação na Câmara dos Deputados. Santa Catarina é representada por 16 dos 513 deputados federais. Um levantamento do ND elencou sete ideias de cinco deputados, com base no site Vote na Web, no qual projetos são listados e a opinião popular é estimulada, além do site oficial.
Para o deputado Edinho Bez (PMDB), autor da proposta de inclusão do vinho na cesta básica, a bebida faz muito bem à saúde. “Não é por nada que Jesus Cristo curava com vinho”, comparou. Bez ainda defende ainda a proibição do uso de máscaras em manifestações de rua. “Se tem algo a dizer, mostre a cara. Se está mascarado, pode ser bandido”, disparou.
Outro com dois projetos considerados inusitados é o deputado Onofre Santo Agostini (PSD). Uma das ideias é vetar o ingresso de políticos corruptos no Brasil, lembrando o caso do ativista Cesare Battisti. Outra proposta é obrigar restaurantes a incluírem no cardápio porções reduzidas para quem fez cirurgia bariátrica. Ainda que existam opções para comer menos e mais barato, “se não tiver uma lei, ninguém obedece nada no país”, avaliou.
Preocupado que uma moda que surgiu em 2010 nos Estados Unidos emplaque no Brasil, o deputado Rogério Mendonça, o Peninha (PMDB), pretende proibir a tatuagem nos olhos. “Não quero impor comportamento, cada um é livre, mas quero proteger a saúde”, justificou.
Duas matérias diferentes propostas por deputados catarinenses, também levantas pelo ND, estão no campo da educação. Valdir Colatto (PMDB) sugere a unificação da data dos exames vestibulares em todo o território nacional. Assim, não seria possível participar de mais de uma prova, justamente o que o deputado quer: “atrapalhar esses ‘filhinhos de papai’ que, com maior renda, prestam vários vestibulares e tiram a vaga de quem não tem recursos para isso”, disparou. Outra ideia é do deputado Marco Tebaldi (PSDB), que pretende proibir o uso de giz antialérgico nas escolas públicas.