sábado, 5 de julho de 2014

Moradora de Bombinhas enfrenta momentos de pavor diante de catadores





"Hoje (05/07), passadas 24h do ocorrido, mais calma, venho a público demonstrar a minha indignação quanto aos fatos ocorridos, e que já vinha alertando algumas pessoas que podiam fazer algo para resolver a situação há algum tempo.

Desde o verão, alguns catadores de recicláveis "se hospedam" no estacionamento das Lojas Gavazzoni. Ali eles dormem, se alimentam, se banham.. mas também fazem baderna e abordam as pessoas na rua pedindo dinheiro, vivem embriagados e, talvez, drogados.

Mas ontem de manhã cedinho, a situação se agravou: ao chegar na casa de meus pais, pois lá deixo o meu filho para ir ao trabalho, um desses indivíduos TENTOU ABRIR A PORTA DO MEU CARRO enquanto eu esperava o portão abrir. Desesperada liguei para meus pais virem ao meu encontro, e nesse meio tempo, não conseguindo abrir a porta porque a mesma estava travada (Graças a Deus!!), ficou batendo na janela insistentemente. Meu pai se aproximou e pediu para que ele se retirasse pois os mesmos estavam de baderna a noite toda e não deixaram a vizinhança dormir.

Nesse momento todos que estavam ali se indignaram e vieram nos abordar de modo hostil, nos agredindo verbalmente com todo tipo de ameaça possível. Não houve agressão física pois fechamos o portão e os mesmos ficaram pelo lado de fora. Liguei para a polícia, mas ninguém apareceu.

Ficaram mais de meia hora nessa situação, nos impedindo, inclusive de sair. Não consegui nem chegar ao trabalho, pois estavam cercando o portão. A polícia não chegou, e a medida que o tempo foi passando, eles foram se dispersando.

Fomos a delegacia, fizemos Boletim de Ocorrência, mas isso não ameniza o medo que passamos. Eu mais ainda, pois estava entre meus pais, que já não são tão jovens assim para passar por este estresse, e meu filho de 7 meses, que nem a presença de um bebê os fez acalmar os ânimos.

Até quando vamos ficar reféns deste tipo de situação?
Alguém me disse certa vez que essas pessoas tem direito de ir e vir... Mas e os meus direitos? E o de meus pais que moram ali?
Até quando essas pessoas ficarão ali, servindo de cartão postal para nosso município, amedrontando, ameaçando, tirando a liberdade de quem passa??

Até quando?..."

Paula Carolina Kemczinsk via facebook