MORADORES DE BOMBINHAS PARTICIPAM E ELEIÇÃO É ADIADA
As associações de moradores do bairro Mariscal, Amar e AeMariscal tiveram uma grande vitória na noite de quinta-feira. Com a ajuda do povo, que lotou o ginásio da escola Manoel José da Silva, em Morrinhos, os moradores conseguiram brecar a votação que elegeria o nome dos delegados da revisão do plano diretor de Bombinhas. A eleição estava marcada pra rolar durante a conferência extraordinária, mas as associações reivindicaram mais representatividade de delegados por bairros, e restou à prefaacatar. O grupo gestor e a empresa que conduz a revisão vão se reunir pra reorganizar a composição dos delegados dos diversos segmentos da sociedade. Após isso, uma nova conferência será marcada para a eleição, em data a ser definida. Com o adiamento, as associações ganharam tempo para mobilizar ainda mais a população e lutar contra a proposta dos empresários em liberar a construção de espigões de até 12 andares.
O representante da associação Amigos da Praia do Mariscal (Amar), Vinícius Valério Gasparin Rossa, conversou com o DIARINHO na tarde de sexta-feira e disse que a estratégia, agora, é unir os bairros e juntar o máximo de pessoas. “Vamos nos reunir com os moradores nos próximos dias para estabelecer as novas ações. Percebemos que a população quer mais apoio e queremos mobilizar mais pessoas para participar da próxima conferência”, explicou Vinícius, que criou um grupo no Facebook – Plano Diretor Participativo Bombinhas – para ajudar na convocação e informar as datas das reuniões.
O presidente e a vice-presidente da associação de Esporte, Meio Ambiente e Mobilidade do Bairro Mariscal (AeMariscal), Henrique Cabral e Camila Demétrio, estiveram na casa do povo, sexta-feira, para buscar apoio da presidente da casa, Maria Júlia Emilio (PSD). “Ela (Maria) está nos dando um suporte fantástico. Nós reformulamos uma moção com algumas reivindicações e vamos apresentá-la para votação na próxima conferência”, comentou Henrique, que adiantou sobre uma reunião com líderes da comunidade, marcada para segunda-feira.
A reportagem tentou contato com a empresa Le Padron, responsável por conduzir a revisão do plano diretor, mas o diretor, Sergio Gollnick, não atendeu o DIARINHO. Sergio também não retornou os recados até o fechamento desta edição. NC n
Conferência foi interrompida várias vezes, mas venceu a vontade da maioriaA conferência extraordinária, que rolou quinta-feira, já começou tensa. Com 464 pessoas cadastradas para votar e 43 observadores, houve vaias e aplausos durante a apresentação da mesa. O povo não poupou o prefeito em exercício, Paulinho Dalago Muller (PTB), nem a prefeita licenciada, Paulinha da Silva (PDT). Mas o mais vaiado foi o representante da Le Padron, Sergio Gollnick. A prefeita Paulinha teve que pedir pro povo baixar a bola e ter mais respeito.
O momento mais importante do evento seria a votação dos 44 delegados, sendo 22 suplentes, distribuídos da seguinte forma: 18 seriam representantes dos movimentos populares, oito dos empresários, oito dos trabalhadores, seis de entidades acadêmicas e de pesquisa e quatro representantes de ONGs. Outros 30 delegados do governo, sendo 15 suplentes, foram nomeados pela prefeita. O colegiado seria o responsável em desenvolver o documento final a ser enviado para aprovação da casa do povo.
Antes da votação, entretanto, era preciso aprovar o regulamento, e foi aí que o bicho pegou. Vinícius, da Amar, pediu a palavra e denunciou a falta de controle na hora do cadastramento. Representante da associação de moradores, ele estava com um crachá de empresário, portanto apto a votar em delegados do segmento. Além disso, Vinícius apresentou um abaixo-assinado pedindo uma maior participação de delegados por bairros, tirando aplausos do povo presente.
Sergio, da Le Padron, explicou que durante o cadastramento as pessoas assinam um documento em que se comprometem a passar informações verdadeiras; caso contrário, podem responder criminalmente por isso. Quanto ao aumento de delegados por bairros, Sérgio explicou que segue a composição do colegiado sugerida pelo conselho Nacional das Cidades.
Mas o povo não se conformou, e o presidente da AeMariscal, Henrique, também pediu a palavra e questionou a falta de um estudo de capacidade de carga de Bombinhas. Diante disso, ele sugeriu que não se falasse mais em aumento do número de pavimentos de prédios e também pediu aumento dos delegados por bairros. O cara ganhou coro da presidenta da casa do povo, Maria Júlia. Mais uma vez, a maioria esmagadora dos presentes bateu palmas. A prefeita Paulinha até sugeriu que o povo se reunisse rapidinho e buscasse uma solução, mas já passava das 22h, e resolveu colocar em votação o adiamento da eleição. A maioria dos presentes foi a favor e vai ter nova rodada da briga em breve.
O representante da associação Amigos da Praia do Mariscal (Amar), Vinícius Valério Gasparin Rossa, conversou com o DIARINHO na tarde de sexta-feira e disse que a estratégia, agora, é unir os bairros e juntar o máximo de pessoas. “Vamos nos reunir com os moradores nos próximos dias para estabelecer as novas ações. Percebemos que a população quer mais apoio e queremos mobilizar mais pessoas para participar da próxima conferência”, explicou Vinícius, que criou um grupo no Facebook – Plano Diretor Participativo Bombinhas – para ajudar na convocação e informar as datas das reuniões.
O presidente e a vice-presidente da associação de Esporte, Meio Ambiente e Mobilidade do Bairro Mariscal (AeMariscal), Henrique Cabral e Camila Demétrio, estiveram na casa do povo, sexta-feira, para buscar apoio da presidente da casa, Maria Júlia Emilio (PSD). “Ela (Maria) está nos dando um suporte fantástico. Nós reformulamos uma moção com algumas reivindicações e vamos apresentá-la para votação na próxima conferência”, comentou Henrique, que adiantou sobre uma reunião com líderes da comunidade, marcada para segunda-feira.
A reportagem tentou contato com a empresa Le Padron, responsável por conduzir a revisão do plano diretor, mas o diretor, Sergio Gollnick, não atendeu o DIARINHO. Sergio também não retornou os recados até o fechamento desta edição. NC n
Conferência foi interrompida várias vezes, mas venceu a vontade da maioriaA conferência extraordinária, que rolou quinta-feira, já começou tensa. Com 464 pessoas cadastradas para votar e 43 observadores, houve vaias e aplausos durante a apresentação da mesa. O povo não poupou o prefeito em exercício, Paulinho Dalago Muller (PTB), nem a prefeita licenciada, Paulinha da Silva (PDT). Mas o mais vaiado foi o representante da Le Padron, Sergio Gollnick. A prefeita Paulinha teve que pedir pro povo baixar a bola e ter mais respeito.
O momento mais importante do evento seria a votação dos 44 delegados, sendo 22 suplentes, distribuídos da seguinte forma: 18 seriam representantes dos movimentos populares, oito dos empresários, oito dos trabalhadores, seis de entidades acadêmicas e de pesquisa e quatro representantes de ONGs. Outros 30 delegados do governo, sendo 15 suplentes, foram nomeados pela prefeita. O colegiado seria o responsável em desenvolver o documento final a ser enviado para aprovação da casa do povo.
Antes da votação, entretanto, era preciso aprovar o regulamento, e foi aí que o bicho pegou. Vinícius, da Amar, pediu a palavra e denunciou a falta de controle na hora do cadastramento. Representante da associação de moradores, ele estava com um crachá de empresário, portanto apto a votar em delegados do segmento. Além disso, Vinícius apresentou um abaixo-assinado pedindo uma maior participação de delegados por bairros, tirando aplausos do povo presente.
Sergio, da Le Padron, explicou que durante o cadastramento as pessoas assinam um documento em que se comprometem a passar informações verdadeiras; caso contrário, podem responder criminalmente por isso. Quanto ao aumento de delegados por bairros, Sérgio explicou que segue a composição do colegiado sugerida pelo conselho Nacional das Cidades.
Mas o povo não se conformou, e o presidente da AeMariscal, Henrique, também pediu a palavra e questionou a falta de um estudo de capacidade de carga de Bombinhas. Diante disso, ele sugeriu que não se falasse mais em aumento do número de pavimentos de prédios e também pediu aumento dos delegados por bairros. O cara ganhou coro da presidenta da casa do povo, Maria Júlia. Mais uma vez, a maioria esmagadora dos presentes bateu palmas. A prefeita Paulinha até sugeriu que o povo se reunisse rapidinho e buscasse uma solução, mas já passava das 22h, e resolveu colocar em votação o adiamento da eleição. A maioria dos presentes foi a favor e vai ter nova rodada da briga em breve.
